Não foi à toa que a ONU (Organização das Nações Unidas) decretou todo 2 de abril como sendo o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day), desde 2008. Este é o quarto ano do evento mundial, que pede mais atenção ao transtorno do espectro autista (nome oficial do autismo), que é mais comum em crianças que tem AIDS, câncer e diabetes juntos.
No Brasil – além do Cartaz ao lado) e do — Video da campanha a data será lembrada com a iluminação em azul (cor definida para o 250px-World-autism-awareness-dayautismo) de vários prédios e monumentos importantes, entre eles, o Cristo Redentor (no Rio de Janeiro) — que acabou de inaugurar uma moderna iluminação de LED –, a Ponte Estaiada, o Monumento às Bandeiras e o Viaduto do Chá (todos em São Paulo) e o prédio do Senado em Brasília (outras ações podem ser vistas em Revista Autismo).

No mundo, segundo a ONU, acredita-se ter mais de 70 milhões de pessoas com autismo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. A incidência em meninos é maior, tendo uma relação de quatro meninos para uma menina com autismo.
No ano passado, um discurso do presidente dos Estados Unidos, no dia 2, lembrou a importância da data: “Temos feito grandes progressos, mas os desafios e as barreiras ainda permanecem para os indivíduos do espectro do autismo e seus entes queridos. É por isso que minha administração tem aplicado os investimentos na pesquisa do autismo, detecção e tratamentos inovadores – desde a intervenção precoce para crianças e os serviços de apoio à família para melhorar o suporte para os adultos autistas”.

No Brasil, é preciso alertar, sobretudo, as autoridades e governantes para a criação de políticas de saúde pública para o tratamento e diagnóstico do autismo, além de apoiar e subsidiar pesquisas na área. Somente o diagnóstico precoce, e conseqüentemente iniciar uma intervenção precoce, pode oferecer mais qualidade de vida às pessoas com autismo, para a seguir iniciarmos estatísticas na área e termos idéia da dimensão dessa realidade no Brasil. E mudá-la.

Saiba mais sobre o Autismo

O que é o Autismo?

O autismo é uma inabilidade desenvolvente complexa que tipicamente aparece durante os dois primeiros anos de vida e é o resultado de uma desordem neurológica que afeta o funcionamento do cérebro, afetando o desenvolvimento nas áreas de interação social e habilidades de comunicação. Ambas as crianças e adultos no espectro do autismo geralmente apresentam dificuldades na comunicação verbal e não verbal, interação social e lazer e atividades lúdicas.
O autismo é uma das cinco doenças que caem sob a alçada de Transtornos Invasivos do Desenvolvimento , uma categoria de desordens neurológicas caracterizadas por “um grave comprometimento em várias áreas do desenvolvimento.”
Autismo não conhece os níveis de renda racial, étnica, social ou limites, da família, as escolhas de estilo de vida, ou níveis de ensino, e pode afetar toda a família e qualquer criança.
E, embora a incidência do autismo é coerente em todo o mundo, é quatro vezes mais prevalente em meninos do que meninas.
Não existem exames médicos para diagnosticar o autismo. Um diagnóstico preciso deve ser baseada na observação de comunicação do indivíduo, do comportamento e níveis de desenvolvimento. No entanto, porque muitos dos comportamentos associados ao autismo são compartilhadas por outros transtornos, vários exames médicos pode ser utilizado para excluir ou identificar outras possíveis causas dos sintomas que estão sendo exibidos. À primeira vista, algumas pessoas com autismo podem parecer ter retardo mental, distúrbio de comportamento, problemas de audição, ou até mesmo estranho e comportamento excêntrico. Para complicar ainda mais, essas condições podem ocorrer com o autismo. No entanto, é importante distinguir o autismo de outras condições, uma vez que um diagnóstico preciso e identificação precoce pode proporcionar a base para a construção de uma educação adequada e eficaz programa de tratamento.

Assista o vídeo em Conscientização do Dia Mundial do Autismo

 

Fonte:  Revista Autismo,  Corautista, Wikipedia